
A natureza temporal média da maioria dos depósitos arqueológicos dificulta a nossa capacidade de detetar alterações discretas no passado, especialmente no que diz respeito à relação entre as alterações climáticas e as adaptações culturais humanas. Novas abordagens microarqueológicas, como a micromorfologia, a análise de isótopos sedimentares estáveis e o ADN antigo (aDNA), entre outras, oferecem vias promissoras para explorar a formação e ocupação de sítios a resoluções mais elevadas. No entanto, estes métodos implicam frequentemente a desintegração de amostras de registos culturais, centrando-se antes em pormenores à escala microscópica da matriz sedimentar. Além disso, nenhuma técnica de escavação arqueológica descrita até à data aborda a natureza de palimpsesto induzida pela escavação de registos materiais compostos por espécimes demasiado pequenos para a plotagem de peças pelas estações totais (ou seja, microfauna, restos botânicos, carvão, etc.). Estes materiais paleoambientais de grande valor são normalmente recuperados através de uma triagem seca ou húmida dos sedimentos escavados, durante a qual se perde a sua proveniência precisa. Em vez disso, estes registos são definidos por agrupamentos impostos pela escavação, tais como balde, horizonte artificial e/ou camada.
Palavras chave - Técnicas de Escavaçao/Excavation techniques; Cronologia/Chronology; Isótopos Estáveis/Stable Isotopes; Microfauna
Universidade do Algarve

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