
As plantas halófitas, ou vegetais marinhos, têm atraído grande interesse por parte: da comunidade científica, devido à sua capacidade para se desenvolver em solos salinizados e serem resistentes à seca; dos nutricionistas por apresentarem um perfil rico em fibras, vitaminas, e compostos fenólicos altamente antioxidantes; do consumidor por serem alternativas saudáveis ao sal; e da restauração pelo seu carácter diferenciador nos pratos, como um ingrediente marinho, salgado e original. O projeto XtremeGourmet 2.0 (2024-2027), une a Agro-On, uma empresa produtora de halófitas em cultivo sem solo, a Universidade do Algarve (UALG) e a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP) para adequar ao cultivo novas plantas halófitas e desenvolver outras plantas halófitas substituindo sódio por magnésio, mantendo ou melhorando o seu valor nutricional e organolético. Neste contexto, as plantas produzidas experimentalmente pela Agro-On serão analisadas quanto ao seu perfil nutricional e funcional pela UALG, enquanto que a FFUP irá analisar a bioacessibilidade dos nutrientes mais relevantes. O projeto conta ainda com a participação de Chefs altamente qualificados, para a avaliação sensorial das plantas produzidas experimentalmente, de forma a, em colaboração com os parceiros académicos, eleger as condições de cultivo capazes de produzir as plantas com a melhor composição nutricional, desempenho agronómico e características gastronómicas.
Palavras Chave - Plantas halófitas; nutrição; avaliação sensorial; caracterização fitoquímica

Luísa Barreira
AGRO-ON, UNIPESSOAL LDA; UNIVERSIDADE DO ALGARVE; UNIVERSIDADE DO PORTO

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