Mesa redonda junta artistas e professores no âmbito da exposição Pollitical Excited
Vários professores e artistas da licenciatura e pós-graduação em Artes Visuais da Universidade do Algarve vão juntar-se numa mesa redonda, às 18h00 do dia 6 de novembro, no Museu Municipal de Faro, no âmbito da exposição "Politically Excited", que está patente ao público até ao dia 2 de dezembro, na Galeria TREM, em Faro.
Tendo como curadora Mirian Tavares, a exposição, conta com obras de Pedro Cabral Santo, Rui Sanches, Susana de Medeiros, Tiago Batista e Xana. De Salientar ainda que, ao abrigo de um protocolo com a Câmara Municipal de Faro, através do Museu Municipal, a programação desta Galeria será, durante um ano, da responsabilidade da Universidade do Algarve.
Sobre a exposição
“A voracidade da segunda metade do século XX deixou pouco espaço, e tempo, para o surgimento de novas formas artísticas ou de um pensamento unificador que clarificasse e justificasse todo o gesto criador dos últimos anos. Por isto, mais do que nunca a arte é uma atividade política, quando se entende política como algo que está relacionado com a polis, com a comunidade e que diz respeito a todos e não apenas aos que estão direta ou indiretamente ligados ao aparelho do Estado. A política nasce da e na polis, no espaço urbano em que as relações são mais complexas e múltiplas. E é esta multiplicidade que se vai tratar na primeira exposição organizada pela licenciatura em Artes Visuais da UAlg. Um curso que nasceu de uma decisão política: a Universidade do Algarve decidiu não assumir a sua situação periférica como um mal necessário, mas preferiu reagir e dotar a região de diversos cursos que marcam a diferença e que conseguem, apesar dos ventos adversos, demonstrar que ainda é possível refletir e, sobretudo, criar. O núcleo duro do curso é composto pelos artistas: Xana, Rui Sanches, Pedro Cabral Santo, Tiago Batista e Susana de Medeiros. Como artistas, e professores, cada um deles traz um contributo que reflete a sua postura enquanto criador e o seu modo muito particular de ver e de (re) articular o mundo que o circunda. Com uma obra mais ou menos associada a uma ideia de política, todos agem politicamente porque se recusam a desistir. Porque a depressão não deve ser o mote para processos que envolvem a atividade artística. Nesta exposição a diversidade da obra de cada um, e os seus pontos comuns que as conectam ao universo da arte contemporânea, estão explícitos nas escolhas feitas pelos artistas. Na decisão que tomaram de (se) exporem através de cada um dos seus trabalhos. A cidade tornou-se um espaço global. E precisa de estar aberta para receber a Universidade que deve ser uma presença politicamente ativa nas suas ruas. Se os tempos são de reclusão, há que resistir. E expor-se.” Mirian Tavares
Faro, 02 de novembro de 2012