Investigadores da UAlg simulam evolução de potencial derrame do Costa Concordia
O acidente do navio Costa Concordia poderá transformar-se num desastre ecológico? Investigadores do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da Universidade do Algarve (UAlg), em colaboração com a restante equipa internacional do projeto ARGOMARINE, procuram respostas para esta questão.
Este naufrágio aconteceu no limite Sul do Parque Nacional do Arquipélago Toscano, considerado o maior parque marítimo da Europa, sendo um santuário para aves e mamíferos marinhos e contendo no seu interior 2350 toneladas (cerca de dois milhões e meio de litros) de combustíveis e lubrificantes, que devem ser retirados através de operações de bombagem. Ora, devido à inclinação da embarcação e ao posicionamento da mesma junto de um talude, esta operação terá de ser efetuada com a máxima precaução, sob pena de o navio deslizar pelo talude, precipitando-se numa região com uma profundidade da ordem dos 70 metros. As operações de transvaze demorarão, por isso, vários dias e apresentam um forte risco de acidente com impactos muito graves dos pontos de vista ambiental e económico.
Nos últimos dois anos, este grupo de investigadores tem estado envolvido no projeto europeu ARGOMARINE, cujo objetivo é desenvolver um sistema de alerta e previsão de derrames de hidrocarbonetos, com aplicação precisamente à região onde naufragou o Costa Concordia. Todo este trabalho de investigação permite que, neste momento, seja possível fornecer previsões atualizadas da evolução de um eventual acidente ecológico, através de mapas animados com a evolução do derrame.
Os resultados desta investigação poderão ser usados pelas autoridades italianas, que coordenam as equipas de contenção, na eventualidade de ocorrer um acidente.
Pode acompanhar diariamente a evolução desta investigação e saber mais sobre o projeto ARGOMARINE em:
http://www.argomarine.eu/public/index.php?option=com_content&view=article&id=50
Faro, 20 de janeiro de 2012