Inauguração da exposição “Chão Comum: Terraphilia”, de Susana de Medeiros
A artista visual Susana de Medeiros inaugura, no dia 5 de fevereiro, a exposição “Chão Comum: Terraphilia”, na Galeria Trem / Manuel Baptista, em Faro.
A exposição apresenta um corpo de trabalho resultante de uma investigação artística centrada na relação entre humanos, território e outros seres vivos, propondo uma reflexão crítica sobre o “chão comum” que partilhamos e sobre as formas de co-existência possíveis num contexto de crise ecológica entendida como crise civilizacional. A abordagem cruza arte, filosofia e pensamento ecológico contemporâneo.
O projeto desenvolve-se através de um conjunto diverso de obras "esculturas, instalações, desenhos, livros-objeto e elementos orgânicos" construídas a partir de materiais recolhidos em diferentes territórios e articulados com matérias transformadas industrialmente. Entre casas, barcos, sementes, palavras e fragmentos de solo, a exposição propõe uma “aterragem” no território, valorizando o corpo, a experiência sensível e a dimensão relacional da arte.
A obra central, um barco que transporta sementes, assume-se como metáfora de deslocação, cuidado e possibilidade de germinação de novas formas de habitar o mundo. Como sublinha o texto de Mirian Tavares, que acompanha a exposição, trata-se de um convite a olhar para aquilo que está sob os nossos pés "o solo que nos sustenta" e a repensar, a partir dele, as ligações que unem humanos e não-humanos.
Com “Chão Comum: Terraphilia”, Susana de Medeiros propõe a arte como espaço de reflexão, de micro-utopias e de abertura a processos transformadores, convocando o público para uma experiência estética que questiona hábitos de pensamento e convida a novas formas de atenção, escuta e pertença ao mundo.
Inauguração
5 de fevereiro de 2026
18h00
Período da Exposição
De 5 de fevereiro a 26 de abril de 2026
Local
Galeria Trem / Manuel Baptista
Faro
Organização e Apoios
Promovida pela FCHS – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, pelo CIAC – Centro de Investigação em Artes e Comunicação e pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Com o apoio da Câmara Municipal de Faro e do Museu Municipal de Faro.