Economista Lino Fernandes lança livro na Universidade do Algarve
“Portugal 2015: uma segunda oportunidade? Inovação e desenvolvimento” é o título da obra do economista Lino Fernandes, que vai ser lançada na Universidade do Algarve, às 14h30 do próximo dia 16 de outubro, no Auditório da Faculdade de Economia (Edifício9), Campus de Gambelas.
Lino Fernandes, licenciado em Economia pelo ISCEF (atual ISEG), teve uma carreira inserida em gabinetes de planeamento e serviços de estudo (GEBEI, Ministério do Plano, e JNICT, Ministério da Ciência), tendo sido presidente da Agência de Inovação de 1996 a 2002 e de 2005 a 2012. Este livro apresenta a experiência da Agência de Inovação no acompanhamento do enorme fluxo de projetos que promoveram a valorização económica dos resultados de I&D.
Considerando tratar-se de uma obra de relevância, da responsabilidade editorial da Gradiva, a iniciativa é organizada pela Faculdade de Economia e pela Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia - CRIA.
Sobre a obra
“Trinta anos de intenso investimento, com retorno a longo prazo, na modernização das infraestruturas de base, na construção de um serviço de saúde, na formação de recursos humanos, no desenvolvimento da capacidade C&T, explicam, em parte, a crise financeira do país, mas criaram as condições para a superar, colocando-nos em melhor posição para aproveitar as oportunidades que se estão a abrir com as mudanças da geografia económica e a evolução tecnológica.
As empresas passaram a principal investidor em I&D, beneficiando de um persistente apoio público, que atingiu o pico em 2010. Muitos desses investimentos estarão agora na fase final. A sua chegada ao mercado será um passo importante para o desenvolvimento em novos moldes e para a consolidação da teia de relações de cooperação criadas com as universidades.
O reposicionamento geoeconómico abre novos horizontes para o seu sucesso nos mercados. Alguns desses resultados possibilitarão uma nova articulação de outras políticas públicas, como as políticas sociais e do desenvolvimento regional, com a melhoria da competitividade internacional.
Para tirar partido das novas oportunidades precisamos de novas políticas. Chegámos a uma encruzilhada. O nosso futuro, para as próximas décadas, será determinado pelas escolhas que assumirmos agora. As oportunidades que se abrem têm uma janela temporal limitada para serem aproveitadas e não são reversíveis.”