Centro de Dados Abertos da UAlg (UAlg-ODC) e Ciência Aberta (CA)

A UAlg compromete-se com a ciência aberta e com as alterações nas práticas científicas e de gestão, que ela envolve, e como tal é assinante do Coalition for Advancing Research Assessment.

Projeto e visão

Projeto

O Centro de Dados Abertos da UAlg (UAlg-ODC), é um projeto da UAlg, no âmbito do Programa Nacional para a Ciência Aberta e os Dados de Investigação Abertos (PNCADAI), da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), financiado pelo Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PRR).

Visão

O UAlg-ODC representa um marco estratégico para a institucionalização de princípios e operacionalização de práticas de ciência aberta na Universidade do Algarve (UAlg), promovendo a partilha, reutilização e valorização do conhecimento científico gerado na instituição. Alinhado com os princípios FAIR (Findability, Accessibility, Interoperability, and Reusability) e com os objetivos do Programa Nacional para a Ciência Aberta (PN CADAI), o UAlg-ODC visa estabelecer uma infraestrutura sustentável e transversal para a gestão de dados de investigação, com impacto nas dimensões científica, formativa, tecnológica e societal.

Plano (2025+)

Este plano anual, que está a ser executado ao longo de 2025, estendendo-se posteriormente, pela constituição de uma equipa de apoio e capacitação à gestão de dados de investigação, constitui um passo definitivo na construção de uma política institucional robusta de ciência aberta. A sua implementação articula-se em cinco pacotes de trabalho (PTs) (*imagem gerada via Copilot).

Todos os documentos relativos ao UAlg-ODC estão disponíveis na Comunidade UAlg-ODC do Zenodo.

 


 

Ciência Aberta

O movimento da ciência aberta tornou-se o conceito básico na organização e condução do processo de investigação científica. Baseia-se no trabalho cooperativo e em novas formas de difusão do conhecimento graças ao uso de tecnologias digitais e a novas ferramentas colaborativas (European Comission, 2016). É a prática de tornar tudo o que faz parte do processo de investigação, disponível, criando transparência e impulsionando novas descobertas ao permitir que outros se baseiem no trabalho existente.

Configura uma alteração das práticas científicas que promove a transparência, a colaboração, o livre acesso e a reutilização do conhecimento científico, contribuindo decisivamente para o progresso científico. 
A prática da ciência aberta envolve o acesso aberto às publicações científicas e académicas, a partilha de dados de investigação abertos, software e ferramentas de código aberto, fluxos de trabalho abertos, ciência cidadã, recursos educacionais abertos e métodos alternativos para avaliar a investigação, incluindo a revisão por pares aberta e outros resultados de forma aberta para reutilização e colaboração.


 

Políticas e Orientações

A Política de Ciência Aberta e Dados Abertos da Universidade do Algarve foi aprovada pelo Despacho Reitoral RT.82/2025 de 27 de novembro de 2025. Existem outros documentos orientadores, entre eles, o Despacho RT.020/2012, sobre o repositório Sapientia, o Despacho n.º 2131/2020, Código de Ética, a Política de Proteção de Dados e de Privacidade e as visões para a ciência aberta dos centros de investigação CCMAR e ICArEHB

No âmbito nacional, consideram-se a RCM n.º 21/2016, o DL n.º 63/2019, Lei da Ciência, as Políticas de Ciência Aberta, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), o Decreto-Lei n.º 115/2013, a Portaria n.º 285/2015 e orientações para a ciência aberta.

Publicações

A publicação em acesso aberto vem potenciar a disseminação do conhecimento científico e, com ele, o progresso da ciência. Beneficia, portanto, a comunidade académica e científica, mas também a sociedade em geral e, claro está, os próprios autores. 
As modalidades de acesso aberto têm sofrido alterações ao longo dos anos. É possível distinguir várias vias de acesso aberto (verde, com o auto-arquivo e dourado, com pagamento de APCs, entre outras variantes) e opções de financiamento para o acesso aberto (com ou sem custos de publicação). Uma via adicional – o acesso aberto diamante – é frequentemente considerada. As publicações serão financiadas por universidades ou financiadores da investigação e com custos transparentes e baixos, adequados ao trabalho que comporta a edição.
Os acordos transformativos negociados pela b-on permitem publicar em acesso aberto em revistas híbridas – revistas/periódicos de subscrição nos quais alguns dos artigos são publicados em acesso aberto.
 

Políticas de acesso aberto a publicações científicas da FCT
Política sobre Acesso Aberto a Publicações Científicas resultantes de investigação financiada pela FCT
Site de suporte ao cumprimento da Política
Perguntas Frequentes
Retenção de direitos de autor
 

Entre os principais benefícios da nova política, contam-se uma maior disseminação da produção científica, colaboração científica mais eficaz, transparência e reprodutibilidade como peças chave, retenção de direitos pelos autores, rapidez de disseminação, ao não permitir tempos de embargo. 
A grande diferença entre a política de 2025 (que se aplica a financiamentos cujo período de candidatura encerre após 7 de fevereiro de 2025) e a anterior, de 2014, é que na atual política não são permitidos períodos de embargo no acesso aos conteúdos e a retenção de direitos do autor é aconselhada.
A conformidade de uma revista com as políticas do financiador pode ser verificada em Journal Checker Tool ou as políticas das editoras/revistas em Open policy finder
 

Plano S 
Iniciativa promovida por financiadores de ciência europeus, organizados na cOAlition S, com efeitos desde 2021, que visa assegurar que todas as publicações resultantes de investigação financiada pelas instituições aderentes, sejam publicadas em revistas ou plataformas de acesso aberto, ou tornadas disponíveis através de repositórios de acesso aberto sem embargo.
 

Sapientia, Repositório científico da UAlg, criado em 2008 e fazendo parte dos Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP), reúne o conjunto das publicações científicas produzidas pelos docentes, investigadores e alunos (teses e dissertações) da Universidade do Algarve e de entidades cooperantes (ULSALG-Unidade Local de Saúde do Algarve e Centros da rede Ciência Viva no Algarve) e pretende maximizar a sua visibilidade, garantir o acesso fácil a esse acervo, melhorar o impacto público da atividade científica da Universidade e das outras entidades, bem como assegurar a preservação das suas memórias, segundo o Despacho RT.020/2012.
O auto-arquivo num repositório da rede RCAAP, como o Sapientia, é obrigatório para todas as publicações resultantes de investigação financiada e desejável para todas as outras, e deve ser feito preferencialmente por importação, se estas já estiverem referenciadas no CIÊNCIAVITAE. Pode também ser feito localmente, mediante autenticação no portal Sapientia com os dados do CIÊNCIAVITAE, a partir da área pessoal, importando metadados da publicação, de fontes externas através de identificadores.
 

O Sapientia está indexado em: 


•    RCAAP – recolhe e indexa os conteúdos científicos em acesso aberto dos repositórios institucionais das entidades nacionais de ensino superior, tal como o Sapientia.
•    OpenAIRE – Open Access Infrastructure for Research in Europe, uma rede de repositórios de Acesso Aberto, que agrega conteúdos alinhados com as políticas de Acesso Aberto da Europa.
 

Está registado no Directory of Open Access Repositories (OpenDOAR) e no Registry of Open Access Repositories (ROAR).
 

O consórcio b-on (FCT) negociou acordos transformativos que tornaram possível publicar artigos em acesso aberto de forma gratuita ou com taxas reduzidas (APCs), nas revistas assinadas pelo consórcio.
Para ser eleito, na data em que o artigo é aceite para publicação, devem existir ainda quotas que foram negociadas no âmbito nacional, seguindo o princípio "primeiro a chegar primeiro a ser atendido", sendo o autor/a correspondente afiliado/a de uma instituição do consórcio b-on. Os autores devem usar o email institucional, para facilitar esta identificação.
Informação disponível relativa às negociações de 2025-2028.

Quando a quota se esgota:


 

Plataforma de publicação de acesso aberto ORE concebida para investigadores financiados pela Comissão Europeia, que oferece publicação rápida e revisão por pares aberta em todas as disciplinas. A plataforma foi concebida para facilitar a publicação de resultados de investigação sem quaisquer taxas para os autores, garantindo a conformidade com as políticas de acesso aberto da Comissão Europeia e da FCT.
Revistas de acesso aberto no modelo Diamante, sem necessidade de pagamento nem por parte dos autores, nem dos leitores.
 

Atribuindo Licenças CC, Creative Commons, os autores ou a sua instituição, mantêm o copyright da publicação sem restrições e indicam claramente aquilo que permitem. Todas as publicações devem ter uma licença aberta, preferencialmente a licença Creative Commons Attribution CC BY. Pode-se escolher licenças que variam entre a mais permissiva e a mais restritiva. A adoção de licenças como CC BY e CC0 permite reutilização e circulação dos dados de forma legal e ética.


CC BY – O autor permite que outros utilizem a sua obra livremente, podendo fazer dela uso comercial ou criar obras derivadas.

CC BY-NC-ND – O autor não permite o uso comercial nem obras derivadas. Permite apenas a redistribuição.

 

O uso de identificadores persistentes (PID) é muito importante na identificação de recursos e de contribuidores. 
 

Exemplos de PID:


ORCID e CiênciaID (identificador de investigador associado ao CIÊNCIAVITAE) – Identificadores de investigadores, criados pelos próprios
 

ISBN – Identificador de livros, deve ser solicitado a biblioteca@ualg.pt (com informação de título, autor(es), editora, data de edição)
 

DOI – Identificador de recursos digitais (publicações, dados, etc.), deve ser solicitado a biblioteca@ualg.pt (com informação de tipo de recurso, título, criador(es), editora, data de publicação, URL caso já o tenha)
 

As mudanças no ecossistema da publicação académica podem dificultar a decisão dos autores sobre onde publicar os resultados da sua investigação. Existem critérios que ajudam a tomar as melhores decisões e evitar revistas que possam não ser credíveis.
O termo “predatory journals” refere-se a publicações online, que dizem ser de acesso aberto e fornecer os serviços editoriais básicos de uma publicação científica: 
• revisão por pares, 
• arquivo permanente, 
mas que falham esse processo, tendo o objetivo de fazer dinheiro cobrando taxas de publicação (APCs) aos autores. O termo foi cunhado por Jeffrey Beall.
A qualidade das revistas científicas em acesso aberto, é, tal como nas revistas de assinatura, expressa, tradicionalmente, pelos 
•    indicadores bibliométricos - explicitam a relação entre o número das publicações produzidas e o número de citações que as mesmas obtiveram;
e pelos
•    indicadores da qualidade - a existência de processo de revisão por pares, a qualidade do seu corpo editorial, a transparência de preços, o prestígio da publicação percecionado pelos investigadores da área, etc.
 

Algumas plataformas que ajudam na análise da fiabilidade de uma editora ou revista:
 

Think. Check. Submit
DOAJ – Diretório de Revistas em Acesso Aberto
Open Access Scholarly Publishers Association (OASPA) - Associação de editoras em Acesso Aberto
Committee on Publication Ethics (COPE)
Technical and Medical Publishers (STM)
 

Serviços e plataformas gratuitos com informação complementar sobre as revistas:

PlataformaDica
SciRevRapidez e transparência do processo de peer review
Responsible JournalsProcesso peer review
TransposePolíticas de peer review
TOPfactorPesquisa transparente
Projeto Fair Open Access Alliance: LingOA – Linguística;  MathOA – Matemática;Apoio ao acesso aberto diamante

 

UAlg Revistas – Plataforma de Revistas em Acesso Aberto da UAlg
UAlg Conferências - Plataforma de Conferências em Acesso Aberto da UAlg
Expositor de revistas – Montra das revistas publicadas no contexto da UAlg
Expositor de livros - Montra dos livros publicadas no contexto da UAlg
UAlg Editora – Editora da UAlg
 

Dados de Investigação

Os dados de investigação, incluem, entre outros, dados digitais e analógicos, tanto brutos como processados, e os metadados que os acompanham, assim como pontuações numéricas, registos textuais, imagens e sons, protocolos, códigos de análise e fluxos de trabalho que podem ser usados, reutilizados, retidos e redistribuídos abertamente por qualquer pessoa, sujeitos a reconhecimento. 
A UAlg prescreve a gestão responsável dos dados de investigação (GDI), ao longo do seu ciclo de vida, como uma chave para a transparência e reprodutibilidade, segundo dois princípios fundamentais: FAIR – dados localizáveis, dados acessíveis, dados interoperáveis e dados reutilizáveis e o de que os dados devem estar tão abertos quanto possível, mas tão fechados quanto necessário.

Ciclo de Vida da Gestão de Dados - Polen

Nesta fase de implementação do UAlg-ODC, é essencial o suporte do consórcio Re.Data que coordena a rede nacional para a GDI, apoiando o desenvolvimento de competências, estratégias de atuação e a convergência com um roteiro de infraestruturas e serviços, e do projeto POLEN, serviço digital da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), desenvolvido pela FCCN, dedicado à gestão e partilha de dados de investigação, promovendo a prática da Ciência Aberta.


 

Os princípios FAIR, estabelecem que os dados devem ser: Localizáveis, Acessíveis, Interoperáveis e Reutilizáveis.
 

1. Localizáveis
Os dados e metadados devem poder ser facilmente encontrados por pessoas e máquinas.
F1. Devem ter um identificador único e permanente.
F2. Devem ser descritos com metadados completos e detalhados.
F3. Os metadados devem indicar claramente a que dados se referem.
F4. Devem estar registados ou indexados em recursos que permitam pesquisa.
 

2. Acessíveis
O acesso deve ser simples, ainda que possa exigir autenticação ou permissões.
A1. Os dados devem ser recuperáveis através do seu identificador com protocolos de comunicação padronizados.
A1.1. O protocolo deve ser aberto, gratuito e universal.
A1.2. Deve permitir autenticação e autorização, quando necessário.
A2. Os metadados devem continuar acessíveis, mesmo que os dados originais deixem de estar disponíveis.
 

3. Interoperáveis
Os dados devem poder ser partilhados e usados em conjunto por diferentes investigadores, instituições ou sistemas.
I1. Devem usar linguagens formais, acessíveis e partilhadas para representar o conhecimento.
I2. Devem utilizar vocabulários que sigam os princípios FAIR.
I3. Devem conter referências qualificadas a outros dados ou metadados.
 

4. Reutilizáveis
Os dados devem poder ser reutilizados em novos contextos e investigações.
R1. Os metadados devem ser ricos em informação, com atributos claros e relevantes.
R1.1. Devem ter uma licença de utilização clara e acessível.
R1.2. Devem incluir informação detalhada sobre a sua proveniência.
R1.3. Devem seguir as normas específicas da comunidade científica a que pertencem.
 

O Plano de Gestão de Dados (PGD) é essencial para garantir uma boa gestão dos dados ao longo do seu ciclo de vida, desde a fase de planeamento inicial do projeto de investigação, até à da recolha, análise, disponibilização e partilha dos dados. Simplifica a adoção de boas práticas conducentes à reutilização dos dados e facilita a sua partilha. É um documento dinâmico que deve acompanhar a vida do projeto e o seu desenrolar. A página do projeto Polen (FCT) tem informações muito úteis sobre o que são, como devem ser elaborados e como serão desenvolvidos estes PGD.
 

Ferramentas para desenvolvimento de PGD:


Argos
Modelo de PGD da FCT
OSF-UAlg
 

Tipos

Os dados podem estar acessíveis publicamente, de forma aberta ou a partilha pode incidir somente nos metadados. Neste último caso o acesso aos dados pode ser condicional, dependente de mediação, exigindo pedido ao encarregado pela gestão dos dados, ou o conteúdo poderá ser completamente restrito. Aplica-se o princípio ‘tão abertos quanto possível, mas tão fechados quanto necessário.’ 
Como justificação para a restrição de acesso podem considerar-se, por exemplo, questões relacionadas com a proteção dos direitos humanos, segurança nacional, confidencialidade, direito à privacidade e respeito pelos sujeitos humanos de estudo, devido a processo legal e ordem pública, proteção dos direitos de propriedade intelectual, informações pessoais, e espécies raras, ameaçadas ou em perigo. Nos casos em que, é importante desenvolver ferramentas e protocolos para a anonimização de dados, bem como sistemas de acesso mediado, para que o máximo possível de dados possa ser partilhado, conforme apropriado. A necessidade de restrições justificadas pode alterar-se com o tempo, permitindo que os dados sejam tornados acessíveis ou restringindo o acesso aos dados que em dado momento estiveram públicos.
O tipo de partilha deve ser identificado no Plano de Gestão de Dados (PGD) porque a partilha vai depender, por exemplo, no caso de estudos com humanos, do consentimento informado e dos Termos e Condições Gerais de Privacidade de Dados submetidos ao parecer da Comissão de Ética e ao pedido de Parecer sobre a Conformidade com o RGPD, submetido ao Encarregado da Proteção de Dados da UALG.
 

Porque devemos partilhar dados

Acelera o progresso científico
A partilha de dados permite que outros investigadores construam sobre o trabalho existente, levando a descobertas mais rápidas e a um avanço do conhecimento. 
 

Estímula a colaboração
Partilhar dados pode abrir portas para novas colaborações, especialmente entre instituições públicas e privadas, e entre diferentes áreas disciplinares. 
 

Permite a verificação e a validação
Outros cientistas podem verificar e validar os resultados de uma investigação partilhando os mesmos dados, o que aumenta a fiabilidade e a credibilidade do estudo. 
E como refere a Recomendação da UNESCO sobre Ciência Aberta contribui para melhorar a efetividade e a produtividade dos sistemas científicos, reduzindo os custos de duplicação na recolha, criação, transferência e reutilização de dados e materiais científicos, permitindo outras investigações com os mesmos dados, e aumentando o impacto social da ciência, multiplicando as oportunidades de participação local, nacional, regional e global no processo de pesquisa, assim como as oportunidades para a circulação mais ampla dos resultados científicos

Riscos

Perda de controlo

Uma vez partilhados, os dados podem ser utilizados de formas não previstas pelo investigador, o que pode comprometer os resultados futuros do estudo ou a aplicação das descobertas.

Problemas de Confidencialidade
Em investigações sensíveis, como as do setor da saúde, ou investigação com seres humanos, partilhar dados sem as devidas precauções pode levar a violações de privacidade e ao acesso não autorizado a informações pessoais.

Má utilização dos dados
Os dados podem ser interpretados de forma errada ou utilizados para fins indevidos, como a desinformação ou a discriminação.

Conflitos de propriedade intelectual
A partilha de dados pode gerar disputas sobre quem detém os direitos sobre os resultados, especialmente em parcerias público-privadas.
 

O depósito dos dados deve ocorrer no momento da publicação, com informações de acompanhamento, que permita a sua reutilização - um ficheiro readme em .txt descrevendo os metadados do conjunto de dados, numa linguagem concisa e clara com os detalhes relevantes sobre a recolha, processamento e análise dos dados. Para facilitar a reutilização e citação desses resultados, deve existir um identificador persistente associado (por exemplo DOI) e uma licença “Creative Commons” de tipo CC0 ou CC BY  “ND”, “NC”, e “SA”. Devem ser partilhados de acordo com os princípios de boa governança e administração de dados, especificamente os princípios FAIR (findable, accessible, interoperable, and reusable – localizável, acessível, interoperável e reutilizável), e apoiados por consolidação e manutenção regulares.

Preparação de Dados

Utilizar licenças “Creative Commons” de tipo CC0 ou CC BY; 
Aplicar o princípio “tão aberto quanto possível, tão fechado quanto necessário”; 
Atribuir um identificador persistente (DOI), para o conjunto de dados. 
No caso de dados que necessitem de anonimização, recorrer a ferramentas como o Amnesia, que permite a anonimização e remoção de informação confidencial ou pessoal.
 

Onde partilhar

A partilha de dados deve ser feita em repositórios confiáveis, temáticos ou generalistas.

Coleção Institucional da Universidade do Algarve (UAlg) no Polen DataHub
Open Science Framework (OSF) - A UAlg disponibiliza espaço institucional.
Zenodo 
Polen (em fase piloto)
Re3data – pesquisar repositórios de dados analisando os selos de confiança e o que cada repositório proporciona.
Protocols – Repositório para depósito de protocolos

 

O que partilhar

Os dados, os códigos e os protocolos gerados como parte de estudos desenvolvidos na UAlg, devem ser depositados em repositórios generalistas (OSF – Open Science Framework, Zenodo, Figshare) ou em repositórios específicos das disciplinas e reconhecidos pela comunidade.
Os dados em bruto (não processados, tal como são criados ou recolhidos) devem ser depositados no formato mais simples; os dados limpos, prontos para análise, podem ser carregados para um repositório geral como o Zenodo. 
Os dados sensíveis que contenham informações identificáveis devem ser depositados com acesso restrito ou controlado, conforme a aprovação ética da investigação.  
 

Ciência Cidadã

A Ciência Cidadã consiste no envolvimento dos cidadãos em atividades de investigação científica, para as quais contribuem ativamente com o seu esforço intelectual, com o seu conhecimento ou com as suas ferramentas e recursos.
A Rede Portuguesa de Ciência Cidadã é uma associação, que visa apoiar e promover a ciência cidadã em Portugal, constituindo-se como plataforma de colaboração, partilha de recursos, boas práticas e metodologias.

Tem como objetivos:

• Contribuir para a valorização e institucionalização da ciência cidadã no contexto científico nacional;
• Apoiar a capacitação de investigadores, professores, estudantes e cidadãos na conceção e execução de projetos participativos;
• Promover a inclusão social e a democratização do acesso ao conhecimento científico;
• Incentivar a criação de redes de colaboração entre instituições de ensino superior, centros de investigação e entidades da sociedade civil.

Neste sentido as iniciativas de Ciência Cidadã podem ter diversas tipologias:

- Contributivas: Geralmente desenhadas por cientistas e nas quais os cidadãos contribuem para a recolha de dados
- Colaborativas: Geralmente desenhadas por cientistas e nas quais os cidadãos contribuem para a recolha de dados, mas também ajudam a aperfeiçoar o desenho do projeto, a analisar dados e/ou a disseminar resultados
- Cocriadas: Desenhadas em conjunto por cientistas e pelos cidadãos e nas quais alguns destes cidadãos estão ativamente envolvidos na maioria ou em todos os passos do processo científico.

A Universidade do Algarve aderiu à Rede em setembro de 2025.

Algumas iniciativas de ciência cidadã na UAlg podem ser consultadas aqui.

Documentos

Política de Ciência Aberta e Dados Abertos da Universidade do Algarve
1º Relatório de Progresso - UAlg - Open Data Center
2º Relatório de Progresso - UAlg - Open Data Center
UAlg ODC Relatório Final
 
 
Relacionadas
 

Helpdesk Ciência Aberta – cienciaaberta@ualg.pt
Helpdesk Sapientia – repositorio@ualg.pt
Helpdesk Biblioteca – biblioteca@ualg.pt 
 

Contactos

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