Esta ação, coordenada por Manuela Moreira da Silva, docente do Instituto Superior de Engenharia (ISE) e investigadora do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), contou com a colaboração do Grupo de Voluntariado da Universidade do Algarve - UAlg V+ (nomeadamente de 10 alunos da licenciatura em Biologia Marinha), da Câmara Municipal de Loulé (Divisão de Ação Climática e Economia Circular, Divisão de Espaços Verdes e Gabinete de Eficiência Hídrica), do CIMA e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Procedeu-se à retirada dos exemplares exóticos, que foram identificados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e, posteriormente, encaminhados para o Zoo de Lagos. Foi ainda necessária a intervenção do Corpo de Bombeiros Municipais de Loulé.
“Para além da importância direta que o resgate destas tartarugas exóticas tem para o funcionamento do lago, esta ação conjunta da UAlg e da Câmara Municipal de Loulé, surge na sequência de uma dissertação do mestrado em Ciclo Urbano da Água que pretende melhorar o funcionamento do Jardim das Comunidades, reduzindo os consumos de água e de energia e aumentando a sua biodiversidade”, explica Manuela Moreira da Silva, que também coordena o mestrado.
Segundo a docente, “tendo como referência a implementação do European Green Deal, a utilização de Soluções Baseadas na Natureza permite-nos potenciar serviços ecossistémicos nas zonas urbanas e melhorar a sua resiliência às alterações climáticas, não só no que diz respeito à diminuição da amplitude térmica, à retenção de água em momentos de precipitação e à diminuição do ruído, mas também ao aumento do potencial de sequestro de carbono”.